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DE MATOS FERREIRA começou – e, mais recentemente, recomeçou – a pintar… por roda dos anos setenta. À distância de três décadas solares, no limiar do séc. XXI.
Vocacionado para a descoberta experimental – entre a realidade e o sonho, na antevéspera de uma (re)invenção imagética do fantástico – iniciou-se no desenho (exercitou-o na técnica do pastel), sendo beneficiário da tecnologia industrial que produziu e industrializou a inovação tecnológica das tintas ‘acrílicas’.
A esse fenómeno (da História e do trivial) da economia contemporânea ficará devendo a permissão de vencer, a salto, a pintura convencional e traditiva – a aguarela e o guache, o óleo e a têmpera – conquanto vencido pelo imperativo material de um suporte ancestral: a tela engrada, costumeira e vulgar, de cavalete…
À sua mundivivência euroafricana, a uma convivialidade socioprofissional e afectiva múltipla e heterogénea, dever-se-á a essência – bipolarizada pelo obrigatório disciplinar do quotidiano …e por uma natureza intimista lateral, evasiva, intercomplementar da sua evolução identitária – do seu ‘fazer Arte’, e da sua auto-(en)formação autodidáctica (passem os pleonasmos), nas horas da solitude e da partilha dos seus “eus”, devaneantes ou fugitivos da memória dos dias …e das noites da felicidade vivida.
Dante Alighieri põe – na boca de Francesca da Ramini – a dura constatação, frustrante e dolorosa do passado punido: «Nessun maggiore dolore che ricordarse dei tempe felici en la miséria» (in ‘o Inferno’ | “A Divina Comédia”). Ninguém logrará encontrar essa nostálgica dor do arrependimento, ou qualquer indício da mágoa mórbida da saudade, escondidos na obra de Matos Ferreira. José-Luis Ferreira 2011-02-05
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Escrito:
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